Dicas do Enólogo

Armazenados adequadamente, os vinhos podem ser envelhecidos por vários anos sem estragar, ou perder a qualidade. O importante é controlar os maiores inimigos do vinho, que são: o oxigênio, a temperatura e a luz.

Oxigênio: o oxigênio do ar favorece o crescimento de microrganismos na superfície do vinho, produzindo sabores e aromas desagradáveis. Temperatura: a temperatura superior a 20ºC provoca envelhecimento do vinho.

Luz: a luz natural altera a cor e os aromas dos vinhos, especialmente os brancos, provocando oxidação.

Temperatura: a temperatura ideal para os diferentes tipos de vinhos varia de 6ºC a 18ºC.

• Espumantes - de 4ºC a 6ºC
• Vinhos Brancos Adocicados ou Demi-Sec - de 6ºC a 12ºC.
• Vinhos Brancos Secos? de 12ºC a 14ºC
• Vinhos Rosados Secos? de 12º C a 14º C
• Vinhos Tintos Jovens? de 14ºC a 16ºC
• Vinhos Tintos de Guarda ou Envelhecidos? de 16ºC a 20ºC

OBS: Os vinhos quanto mais doces pedem mais frio, quanto mais encorpados ou tânicos, menos frio.

Vinho e Saúde

Já não é mais novidade, mas o assunto deve ser abordado por conter outras recentes evidencias dos poderes terapêuticos do vinho. Quanto mais a bebida é estudada mais e mais se descobre substâncias que exercem ação terapêutica para o organismo humano.

Todos já devem ter ouvido falar do chamado Paradoxo Francês. Os franceses, apesar da dieta rica em gorduras saturadas, fumo e sedentarismo, entre outros fatores de risco, possuem baixas taxas de mortalidade por doenças coronárias, justificadas pelo consumo moderado e regular de vinho tinto.

Já é cientificamente provado do efeito cardio-protetor do consumo moderado de vinho, que aumenta o HDL, o bom colesterol. Se sabe também que no caso de falta de apetite, uma taça de vinho é um aperitivo natural para aumentar a salivação e a atividade estomacal.

É comprovado:

• Que uma taça de vinho na refeição auxilia a perda de peso nas pessoas obesas, pelo efeito tranqüilizante;

• Que o vinho é uma excelente adição na dieta de pessoas com pressão alta, pelo alto conteúdo de potássio e baixo de sódio;

• Que diabéticos podem aumentar o prazer das refeições com uma taça de vinho seco, pois o vinho não requer insulina para ser metabolizado;

• Que para os idosos, o vinho tomado ao deitar torna o sono mais repousante e reduz a quantidade de tranqüilizantes e pílulas para dormir;

• Finalmente, sempre se soube que o metabolismo de absorção do álcool pelo fígado, é muito mais lento com fermentados do que com destilados. Como o vinho é sempre tomado lentamente com as refeições e com o estômago cheio a absorção é ainda mais lenta e os níveis do álcool no sangue não atingem proporções intoxicantes; ao contrário de bebidas destiladas, que provocam lesões ao órgão.

• Tem poder antioxidante. É benéfico à saúde devido a presença de polifenóis nas uvas, que agem como antioxidantes, substâncias que protegem contra reações químicas indesejáveis no interior do corpo, especialmente a oxidação das células, causadoras do envelhecimento e doenças. Estas substâncias são encontradas nas cascas da uva; são chamados os polifenois, que se dividem em Flavonóides e Não-Flavonóides. Os principais flavonóides são: Catequinas (encontradas nos mostos e polpas), Flavonóis (encontrados em maior quantidade nas cascas de uvas brancas), Antocianidois (encontrados em maior quantidade nas cascas de uvas tintas), Ácido Benzóico (encontrado nas polpas) e Estilbeno (onde se encontra o Resveratrol, principal substância de ação terapêutica);

• Diminui chances de pedras nos Rins. Estudos feitos na Inglaterra e EUA em 1998 mostram que pessoas que bebem uma taça de vinho por dia tem uma redução de 60 % no risco de formação da primeira pedra. O Dr. Gary Curham, autor do estudo, diz: “A urina fica mais diluída, significando em maior fluxo com aumento da secreção de hormônios antidiuéticos.”

• Melhora a atitude psicológica - qualquer enófilo pode atestar o poder relaxante de uma taça de um bom vinho. Pessoas que bebem uma ou duas taças por dia tendem a um estilo de vida mais moderado e equilibrado e parecem ser mais capazes de administrar o stress.

• Protege contra o mal de Alzheimer - pesquisas na França sugerem que o consumo moderado de vinho pode proteger contra o Alzheimer e a demência. Foi verificado que bebedores moderados tiveram uma redução de 75 porcento na taxa de mal de Alzheimer e 80 porcento na taxa de demência quando comparadas, nos dois casos, com não bebedores.

• Não engorda - contra todas as teorias, pesquisas recentes mostram que quantidades moderadas de vinho não têm esse efeito. Um estudo da Universidade do Colorado em 1997 descobriu que homens saudáveis bebendo dois cálices de vinho tinto nas refeições não tiveram ganho de peso. Finalmente, cabe ressaltar que o vinho age ainda como diurético, vasodilatador periférico, além de atuar como antidepressivo, desimilador, relaxante e grande envocador de otimismo.

É evidente que nem todos podem se beneficiar dessas vantagens, como mulheres grávidas e pessoas com certas doenças ou sob proibições éticas ou religiosas contra bebidas.

Com tudo isso, existe também um outro paradoxo: além de todas as vantagens para a saúde, o vinho não tem contra indicações, é a melhor bebida que existe para acompanhar refeições e como efeito colateral promove o convívio social e faz amigos.

Por todos esses títulos podemos encerrar recomendando a todos que brindem com uma taça de vinho e digam bem alto e em bom tom: Saúde!
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